Venlafaxina não é o suficiente

Hoje acordei com a sensação de que não ando sendo sincero comigo mesmo e, por sua vez, as pessoas também não recebem o meu melhor… Tenho um medo sincero de me perder quando as coisas estão assim, então me ponho num estado de reflexão buscando formas de compreender onde estou falhando em ser transparente com meus valores.

Para quem passou a viver de ansiedade, parece ter esquecido o que é viver de amor. Paixão, então, é algo que parece distante, como se não fosse mais possível. Ou que, no mínimo, estou fazendo alguma coisa errada… sustentando situações desconfortáveis ou desfavoráveis. Continuar lendo

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Sobre um pequeno tempo que passou…

Definitivamente o objetivo de criar conteúdo semanal está longe de ser alcançado… Dois meses afastado do blog e já sinto uma dificuldade enorme em me expressar…

Nesse meio tempo  passei por um período de ansiedade muito grande! Com a mudança de projeto, saindo de uma área a qual conheço e trabalho há anos e entrando num “mundo desconhecido”, o desafio era claro: superar o perfeccionismo, suportando a falta de conhecimento e aceitando a falta de “ferramentas” para trabalhar, sempre me questionando “fazia assim antes, como faria o equivalente agora?” – e também demandando bastante atenção de pessoas mais experientes, visto que não houve tempo hábil para um treinamento para solidificar um pouco de conhecimento. O cenário estava feito: eu iria me sentir inútil! 

Estava fora da zona de conforto, com meus pontos fracos expostos, gritando e chamando muito mais atenção do que qualquer resultado que eu pudesse produzir… Eu cobrava de mim mesmo e achava que as pessoas também esperariam bons resultados, ou pelo menos um rápido tempo de setup. Como se eu já não me cobrasse o suficiente, ainda coloquei na cabeça que todos estavam esperando isso de mim!

Fonte: Link

As primeiras três semanas foram as piores… Pois no início achei que teria forças para encarar o desafio com muita energia, mergulhando em estudos para aprender uma nova tecnologia, investindo tempo pessoal com tutoriais e semelhantes… Pois é, eu não poderia ter me iludido mais. – Eu chegava em casa esgotado mentalmente, me perguntando se havia tomado a decisão certa.

Sem conseguir aproveitar em nada meu tempo fora do escritório, ficava apenas pensando,  me questionando e muitas vezes remoendo minha situação atual… Muitas perguntas sobre mim mesmo, somado a muitas outras perguntas em relação a empresa.
Eu precisava canalizar essa energia de alguma forma! E para tentar tornar o cenário um pouco mais favorável para o meu lado, eu me enfiei em uma situação ainda mais estressante: pedir um aumento!

“Uma das situações mais estressantes que existem na vida profissional é o pedido de aumento… Diversas vezes superando os níveis de stress apresentados em momentos de demissão.”

E comigo não foi diferente… Não era de agora que eu já desejava receber um salário maior. Não por achar que meu valor como recurso seja diferenciado, mas um dos fatores mais influentes era que em relação as minhas pesquisas com amigos da área, junto com pesquisas de mercado somadas com buscas em plataformas de oportunidades mostravam algo que eu não consigo tirar da cabeça: o salário não estava compatível. – Mas não vou entrar nesse assunto.

Para não alongar o post contando essa parte da história, o resultado: pedido negado!

Tudo parecia estar favorável: as informações das pesquisas, os feedbacks recolhidos, a ausência de feedbacks negativos. Eu estava confiante,  tudo parecia fazer muito sentido, o que podia dar errado?
Pois é… deu… E o impacto emocional foi forte… A produtividade que já não me parecia boa sofreu novamente… A negação disparava teorias e cálculos que tentavam compreender, a frustração avaliava pontos falhos em tudo que havia feito… Essa nova experiência trouxe o recado óbvio: dói e não é fácil de administrar a situação.

Mas por mais que aquilo pudesse ter magoado, não poderia se estender por muito tempo… A aceitação foi vindo aos poucos… Aliviando a pressão que eu havia colocado em mim mesmo por meio de conversas com uma pessoa – no papel de coordenador – me indicando que ninguém esperava que eu “salvasse o mundo”, mas sim que corresse atrás do que me propus a fazer, e nada mais que isso, e todos estariam satisfeitos. E esta mesma pessoa – no papel de amigo, dividiu comigo pontos de vista pessoais os quais concordo em grande parte, com isso fui observando perspectivas de empresa, de mercado de trabalho e também de valores pessoais que me ajudaram na decisão.

E este era o hook-up que precisava para trazer a motivação de volta! A decisão de me abrir para o mercado, passar por processos seletivos, investir em competências as quais confio em mim mesmo e também defender um valor que acho justo trouxeram de volta o equilíbrio que precisava para afastar a desmotivação e refinar meu propósito profissional, alinhado com valores pessoais e o como imagino minha prospecção de carreira.

Passar por este processo me ensinou muito! Me ensinou a lidar com um tipo de frustração que não conhecia, me ensinou a pedir feedback em ambientes não propícios, me instigou a ser melhor, mas não apenas onde estou atualmente, mas também para observar novos horizontes. Me provocou a planejar objetivos de curto, médio e longo prazo para que eu tente ter um pouco mais de controle das oportunidades que espero ser capaz de conquistar.

E eu precisava colocar tudo isso pra fora. Não para chorar as pitangas, não para expor nada nem ninguém, mas para mostrar para mim mesmo que eu consegui enxergar tudo isso de uma maneira mais madura, depois de enfrentar um período de desmotivação. As palavras em destaque: negação, frustração, aceitação e decisão não foram a toa, me fizeram observar esse processo como um momento passageiro e uma situação a ser enfrentada, no seu devido tempo.

Ansiedade é não deixar o tempo fazer o seu efeito. Porém esperar o tempo passar não é um ato passivo, pois enquanto ele passa podemos tirar o melhor dele. E esse post faz parte do melhor que tirei desse tempo passando!

E você, o que está aprendendo com o tempo que passa? Não deixe de refletir sobre isso e ficaria grato se você dividisse um pouco desse seu tempinho, me contando o que vem aprendendo com ele! =D Muito obrigado pela atenção e até o próximo post!

Créditos da imagem de destaque: themuse.com 

De pupilas dilatas

O corpo está tenso, em estado de alerta. O coração acelera e a respiração acompanha, a hiper-ventilação prepara o corpo para responder com agilidade. A pupila dilata captando mais luz, melhorando a visão. O cérebro dispara incontáveis sinapses buscando compreender o máximo possível da situação para tomar as melhores decisões. A adrenalina está tomando conta, os músculos tensionam, a mandíbula trava… Esta tudo preparado, é hora de reagir. Continuar lendo

Durante um apagão, nenhuma muda

Quando foi a última vez que fiz planos? Mas não aqueles planos que confundimos com ter sonhos, mas sim os planos que criam as estradas que nos conectam com nossos sonhos.

Digo isso pois diversas vezes me foi falado que eu era uma pessoa sem ambição, sem planos e sem vontade de crescer na vida, que não usava bem o próprio tempo e que estava desperdiçando um enorme potencial… E por um tempo eu aceitei isso como verdade… Uma verdade que a opinião das pessoas foi capaz de moldar em mim. E esse foi um fator, de uma série de erros, que aos poucos foi consumindo energias, desgastando traços da minha personalidade. Continuar lendo

Um filme para noite de sexta

Como numa cena de um filme, eu me vejo beirando um abismo. A câmera voa alto, ressaltando as proporções da situação…
Eu sou apenas um pequeno ponto enquadradado nesta tomada. Um gigante abismo está aberto a minha frente.
Visto de cima todo seu interior é escuro, tem cores de medo. De dentro dele sopram ventos que carregam gritos do passado, aqueles gritos sufocados.

Tirar os remédios não está sendo fácil e, na verdade, no melhor dos casos Abril será um mês infernal. Fantasmas estarão sussurando histórias de terror no meu ouvido. Demônios do passado reviverão com as forças renovadas após um longo descanso! Continuar lendo

Me pediram pra falar de ansiedade

Pois é, me pediram pra falar de ansiedade… Não que eu seja algum tipo de referência no assunto, mas como convivo com a minha de uma maneira um pouco diferente do que as pessoas em geral, achei interessante dividir o meu lado da história.

Então, antes de mais nada, gostaria de apresentar a definição de ansiedade, que as vezes diverge um pouco do senso comum.

Ansiedade é um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa.

Considerada, até certo ponto, uma reação natural do ser humano, útil para se adaptar e reagir perante situações de medo ou expectativa​.
A ansiedade torna-se patológica quando atinge um valor extremo, com carácter sistemático e generalizado, em que começa a interferir com o funcionamento saudável da vida do indivíduo.

Fonte

Mas acho que ao invés de falar sobre ansiedade, eu vou mostrar como ela funciona na prática! Sejam bem vindos ao mundo da minha cabeça!

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“Começar de novo é sempre uma opção…

… pois falhar faz parte do processo, e parar é um erro definitivo!”

Escolhi essa frase pois ela transmite muito bem a mensagem que me trouxe de volta ao blog.

Quando criei este blog era para ter um espaço pessoal onde eu poderia ficar mais à vontade para falar do que eu quisesse. Até porquê não tenho em mente fazer publicações relacionados a apenas um tema específico, e a falta de assunto foi um dos motivos que me impediram de prosseguir com o blog…

A insegurança também colaborou para não dar sequência nos posts… Da forma que eu me enchia de perguntas as quais nunca conseguia responder!

Anxious-Man

” Do que eu sei falar? De que forma eu posso me mostrar interessante? Quem é meu público alvo? O quê eles gostariam de ler? “
Essas são perguntas que me atrapalhavam… Ao invés de me ajudarem a fazer planos para o blog, elas me desmotivavam pois uma pergunta levava a outra, e mais outra, e mais outra… sem fim!  Continuar lendo