Durante um apagão, nenhuma muda

Quando foi a última vez que fiz planos? Mas não aqueles planos que confundimos com ter sonhos, mas sim os planos que criam as estradas que nos conectam com nossos sonhos.

Digo isso pois diversas vezes me foi falado que eu era uma pessoa sem ambição, sem planos e sem vontade de crescer na vida, que não usava bem o próprio tempo e que estava desperdiçando um enorme potencial… E por um tempo eu aceitei isso como verdade… Uma verdade que a opinião das pessoas foi capaz de moldar em mim. E esse foi um fator, de uma série de erros, que aos poucos foi consumindo energias, desgastando traços da minha personalidade.

Expandindo um pouco mais a história, eu começaria discordando de que nunca tive ambição, de que nunca tive planos. E digo isso por sentir que era justamente o contrário! Eu tinha muita ambição, eu tinha muitos planos! E sem saber como administrá-los eu novamente fui sufocado… Me deixando sufocar pela opinião dos outros e sufocando a mim mesmo por não direcionar minhas energias.
Como qualquer “millennial” (os jovens da geração Y), fazer a diferença era uma necessidade, participar de alguma mudança ou ser agente de bons resultados era algo que cobrava de mim, como se fosse uma responsabilidade…
Ainda cobro, para ser sincero, mas de uma maneira mais saudável do que antes. Essa vontade de fazer coisas boas, seja no trabalho ou participando um pouco da vida de alguém é a minha semente de ambição e eu tento cuidar bem dela!

Lembram daquele papo de ansiedade? Pois é, eu olhava para essa semente tentando colher resultados de uma grande árvore!  – Até porquê se o quê eu gostaria de proporcionar seria um bem tão grande, eu tive a ilusão de que as pessoas também já seriam capazes de ver essa bela árvore… – Sendo que eu deveria ter focado minhas energias em dizer que a semente era próspera, que cuidaria bem dela e que as pessoas poderiam confiar em seus frutos.
Ou seja, eu confiei em resultados que ainda não existiam e, na ausência de bons resultados ou de um bom marketing, não recebi o apoio que esperava. Meu erro foi me depositar em tudo que não tinha e em tudo que queria, ao invés de ter uma visão realista de que nas minhas mãos eu tinha apenas uma semente.

Cuidar dessa semente, zelar por uma frágil muda, ter orgulho nas menores escalas do sucesso e tirar desse processo todo o aprendizado de que cultivar uma árvore tem tudo a ver com elaborar um plano, foi um dos primeiros frutos que colhi dessa árvore.

O quê posso dizer que aprendi com essa curta história foi o resultado de uma pequena jornada de auto-conhecimento, e que qualquer ambição que eu alimente nos dias de hoje tem muito mais a ver com o quê eu aspiro para mim mesmo. Meus planos são mais realistas, construídos com uma visão menos iludida, mas sem perder a paixão que sustenta um processo de trabalhos, conquistas, falhas e aprendizado!

Para aceitar e compreender melhor esse processo de amadurecimento passei pela dificuldade de assimilar a seguinte frase (traduzida livremente):

“Não tente ser bom! Foque em fazer cada vez melhor!”

Gary Vaynerchuk

Frases de efeito podem dizer pouco mas carregam grande significado e este significado me mostrou justamente a distância entre a semente e a árvore! A semente não vai se tornar uma forte árvore de uma hora para a outra, não é possível encurtar o processo de crescimento, o máximo que podemos fazer é fornecer condições para um crescimento saudável!
E é por isso que fazer um plano tem tudo a ver com cultivar uma árvore. É preciso confiar em um resultado final, porém com a capacidade de resistir às dificuldades e ser flexível dentro de uma estrutura definida, pois só dessa forma será possível se adaptar durante o processo de crescimento para colher os frutos.

Encerro esse post com a reflexão que será a minha frase de efeito em resposta à tudo isso: “quando não conseguimos mais crescer pra cima é porquê precisamos crescer para baixo!” – Ou melhor, falando de pessoas, eu precisava crescer por dentro, fundamentar melhor minha base, minhas raízes, para ter mais maior estabilidade e enfrentar o crescimento.

Ah! E respondendo a pergunta que abre o post – Quando foi a última vez que fiz planos? – Eu não sei (me desculpem!), mas garanto que daqui para frente toda semente será melhor cuidada e que essas árvores contarão a história por si.

E vocês, estão cuidando das suas sementes?
Até o próximo post e obrigado por dividir um pouco do seu tempo comigo!

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