Venlafaxina não é o suficiente

Hoje acordei com a sensação de que não ando sendo sincero comigo mesmo e, por sua vez, as pessoas também não recebem o meu melhor… Tenho um medo sincero de me perder quando as coisas estão assim, então me ponho num estado de reflexão buscando formas de compreender onde estou falhando em ser transparente com meus valores.

Para quem passou a viver de ansiedade, parece ter esquecido o que é viver de amor. Paixão, então, é algo que parece distante, como se não fosse mais possível. Ou que, no mínimo, estou fazendo alguma coisa errada… sustentando situações desconfortáveis ou desfavoráveis.

Não importa a dose de venlafaxina, ela não é capaz de ajustar resultados de situações insustentáveis. Dessa forma não adianta aumentar a dose. É preciso mudar.

Porém ao me colocar na posição de tomar alguma decisão é disparado o gatilho da ansiedade. Uma necessidade de prospectar todos os (im)possíveis cenários que poderão desenrolar à partir de uma escolha.

Muitas vezes me pego refletindo sobre os impactos de decisões que posso tomar, e acabo perdendo o foco de que o responsável pelo sucesso da minha felicidade sou eu. Que que devo ter coragem e confiança nos benefícios que terei se for destemido para mudar algumas coisas, sabendo que será necessário tolerar e enfrentar as consequências.

Eis que passo a enxergar um defeito com mais clareza: eu tenho medo de consequências! – Como se a palavra carregasse apenas um significado negativo. Reflita por um momento qual significado vem a sua cabeça quando você pensa sobre “consequências”. – Pelo menos pra mim, se há “alguma consequência” é porquê algo ruim deve estar acontecendo. Como se tivesse feito algo errado e agora devo lidar com as consequências. – Isso é um triste traço deste defeito…

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Vamos refletir juntos novamente? Quais as consequências de se exercitar regularmente? Quais as consequências de estudar? Quais as consequências de poupar/investir dinheiro?
Alguns diriam que estaríamos colhendo os frutos, porém por que não consigo pensar que nestes casos também é possível interpretar como colhendo consequências?

Acho que este é meu desafio… Compreender consequências as quais vou ter que lidar, bem como quais delas vou poder colher.

De toda essa reflexão, a mensagem do dia que toma conta da cabeça é que o dever de tratar as situações com honestidade, tanto com os outros quanto comigo mesmo, é um ato de carinho, empatia e respeito. Em alguns casos existirão resultados amargos, que não serão bem-vindos, porém sem o sentimento de ter sido ludibriado tais feridas (no ego, na mente ou no coração) irão se curar com mais facilidade, pois a situação estava transparente.

Obrigado por separar uns minutinhos para entrar na minha cabeça e me desculpem a bagunça!

 

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